NATO testa resposta a ciberataques durante cimeira em Lisboa

No Tek Sapo:

Depois da União Europeia, é agora a vez dos países da NATO testarem a sua capacidade de resposta mediante a hipótese de ciberataque. A Aliança organiza esta semana o Cyber Coalition 2010, o terceiro exercício do género desde 2008, em que serão simulados ataques informáticos múltiplos e paralelos.

De acordo com responsáveis do exercício, citados pela Lusa, trata-se de testar capacidades numa altura em que, na cimeira da NATO em Lisboa, se analisam modelos de combate às ciberameaças, um dos pontos a incluir no novo conceito estratégico.

O tema figura entre as prioridades estratégicas da NATO desde a cimeira de Praga, em 2002. Na mente de todos continuam os ataques cibernéticos à Estónia em 2007 e a descoberta do worm Stuxnet este ano.

Um dos objectivos é avançar com um centro de investigação de ciberdefesa, em Tallin, e criar uma equipa de reacção rápida para ajudar qualquer membro da Aliança que seja alvo de um ataque informático.

Em 2009, vários membros da NATO assinaram um memorando de entendimento para a partilha de dados e para procedimentos a adoptar em casos de ataques deste tipo. O objectivo é que esse acordo, para já assinado por sete membros da Aliança, seja alargado aos restantes até 2013.

O exercício da NATO segue-se à simulação organizada, no início deste mês, por vários Estados-membros da UE, com o apoio da European Network Security Agency (ENISA) e do Joint Research Centre (JRC).

Num primeiro resumo da experiência, cujas conclusões finais serão apresentadas no início de 2011, a ENISA refere ter-se verificado alguma falta de preparação durante os testes, que reflecte o facto de alguns países da UE ainda estarem a realinhar as suas estratégias nacionais.

Um outro aspecto que sobressaiu do Cyber Europe 2010 foi a necessidade de envolver também as entidades privadas nos próximos exercícios.

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    Analista de segurança web com vários anos de experiência. Fundador do projeto WebSegura.net. Reconhecido publicamente, por divulgação de vulnerabilidades, por empresas como a Google, Adobe, eBay, Microsoft, Yahoo, Panda Security, AVG, Kaspersky, McAfee, Hootsuite e outros. Colabora regularmente com a comunicação social em temas relacionados com a segurança de informação.

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