Piratas que apoiam Wikileaks lançam – operação vingança

No DN:

“A primeira guerra informática já começou. O campo de batalha é a Wikileaks”, revelaram os piratas informáticos que ontem lançaram a “operação vingança”. Esta consiste no ataque a várias páginas da Internet ligadas à investigação contra Julian Assange, preso por crimes sexuais no Reino Unido, mas também aos sites de empresas como a Mastercard, que suspendeu os pagamentos à organização responsável pela divulgação de milhares de documentos secretos norte-americanos.

O ciberataque está a ser liderado por um grupo de mais de mil hackers (piratas) conhecido apenas como “Anonymous” (Anónimo), revela o jornal The Guardian. Nos últimos dias, o grupo atacou o site da Mastercard (que ficou offline durante várias horas), assim como o do banco Post Finnance, que bloqueou uma das contas de Assange. Outro alvo poderá ser nos próximos dias o próprio site de micromensagens Twitter, acusado de “censurar” a Wikileaks da sua lista de tópicos mais falados. Os responsáveis negam a acusação.

Mas os piratas informáticos atacaram também a página da Procuradoria-Geral da Suécia, que está à frente da investigação a Assange. O fundador da Wikileaks foi acusado por duas mulheres (ver texto secundário) de violação e abusos sexuais. Também o site da advogada delas foi alvo de ataque. Numa conferência de imprensa, Claes Borgström não mencionou o assunto, tendo antes deixado um apelo para que Assange reconheça que o processo na Suécia não tem nada que ver com a Wikileaks.

O australiano, ele próprio um antigo hacker, entregou-se à polícia londrina na terça-feira. Sobre si pesava um mandado de captura internacional, pedido pela Suécia. Assange nega as acusações, mas ficou em prisão preventiva porque o juiz considerou haver risco de fuga. Uma nova audiência foi marcada para 14 de Dezembro. Assange conta, desde ontem, com um reforço de peso na sua equipa de advogados: Goffrey Robertson, conhecido defensor dos direitos humanos que representou o escritor Salman Rushdie, alvo de uma fatwa das autoridades iranianas.

Assange recebeu também o apoio do ministro dos Negócios Estrangeiros australiano, Kevin Rudd, que considera que as fugas de informação são responsabilidade dos EUA e que se há um culpado é o Governo norte-americano. “Para mim, o cerne da questão é a protecção que os EUA fazem às suas próprias comunicações diplomáticas”, afirmou Rudd.

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    Analista de segurança web com vários anos de experiência. Fundador do projeto WebSegura.net. Reconhecido publicamente, por divulgação de vulnerabilidades, por empresas como a Google, Adobe, eBay, Microsoft, Yahoo, Panda Security, AVG, Kaspersky, McAfee, Hootsuite e outros. Colabora regularmente com a comunicação social em temas relacionados com a segurança de informação.

    4 Comentários em "Piratas que apoiam Wikileaks lançam – operação vingança"

    1. zecorreia diz:

      se for para por os politicos na linha…

    2. suffert diz:

      Mais uma vez a WebSegura tratando de assuntos relevantes e atuais, parabéns pelo artigo.

      Fiz um apanhado com mais detalhes e links técnicos sobre a “Operação Vingança”, segue o caminho: http://is.gd/iprYi

      abraço,

      Sandro Süffert

    3. DS diz:

      @zecorreia Não sei se é a melhor maneira de o fazer.

      @suffert Sandro, o artigo não foi escrito por mim. Apenas fiz referência ao artigo publicado no jornal Diário de Noticias :-)
      Vou publicar uma referência ao teu artigo daqui a pouco.

    4. higuita diz:

      o twitter não está a censurar, simplesmente existe um utilizador chamado wikileaks, logo a palavra é automaticamente excluída do top.
      não é uma regra nova, já existia e por isso a wikileaks incentiva o uso do #cablegate no twitter para referir este caso

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