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Os pecados capitais que facilitam a vida dos spammers

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Desatenção, cobiça, luxúria e outros comportamentos perigosos são ameaças à segurança online, revela relatório da Cisco.

Ainda que tenha de ser adaptado à era atual, o antigo cânone dos sete pecados capitais encontra, sim, eco e aplicação quando o assunto é navegar na internet.

Luxúria e gula, não raramente, lideram o caminho. Sem usar batinas, nem com pretensão de atingir a iluminação, os especialistas em segurança da Cisco fazem o papel dos monges  e atentam para a fraqueza humana em um relatório de segurança.

Qualquer pessoa que navegue inadvertidamente pela internet e seja tentada a clicar em toda e qualquer oferta arrasadoramente atraente está tendo um comportamento que a expõe a ataques cibernéticos que podem ser bastante graves.

Outros pecados comumente cometidos, “soberba, preguiça e avareza facilitam em muito a ação de hackers”, afirma Christopher Burgess, consultor sênior de segurança da Cisco. Entre as principais ameaças dessa natureza, o consultor cita solicitações de doação que certamente não vão parar em contas de famílias do Haiti e contas de redes sociais invadidas.

Os perigos da internet não se restringem às falhas de segurança dos sistemas, mas se espalham, inclusive, em função da curiosidade dos usuários. É onde o uso desprecavido de dispositivos móveis mostra seu potencial de causar danos.

Ainda assim, com todos esses fatores de risco, 2010 não foi – segundo o relatório da Cisco – um ano ruim para a segurança – podia ter sido bem pior.

“É certo que 2010 foi um período com muito spam. Mas menos que o esperado. Somente na Turquia, o volume de spam caiu de 45 bilhões, em 2009, para 3,7 bilhões. Uma notável melhora de 87%, devida, segundo a Cisco, à derrota de pragas virtuais como o Waldec e o Cutwail. Brasil , China a e Vietnã registraram nesse mesmo período uma queda média de 14% nesse tipo de tráfego. Em último lugar, vêm os EUA, onde a queda foi quase imperceptível (números não declarados)”, diz o consultor da Cisco.

Uma região em que a disseminação de spam não retrocedeu, mas sim aumentou, é o Oeste europeu. Na França, o lixo eletrônico praticamente dobrou de frequência, chegando a 3 bilhões de mensagens inúteis. O Reino Unido apresenta resultados semelhantes. Na Alemanha, o volume de emails spam cresceu em torno de dez pontos percentuais, ou seja, foram 2,8 bilhões de spams a mais.

Melhorias no Windows
Tudo leva a crer que os usuários se vêm protegendo de forma mais eficiente que antes. “Nos anos passados, temos visto uma melhoria importante na robustez dos PCs”, diz Klaus Lenssen, gerente geral de desenvolvimento de segurança e de desenvolvimento da Cisco.

As rotinas de atualização automática dos Windows é um dos fatores que azeda a existência dos cibercriminosos. Todavia, tal incremento na segurança de sistemas desktop levou a uma inevitável migração dos ataques, que agora passam a se concentrar fortemente em dispositivos móveis.

O que se espera agora é uma curva de aprendizado dos usuários, à medida que eles percebam a mudança no perfil, origem e interface dos ataques cibernéticos.

Por muitos anos, o Windows foi a plataforma que certamente seria encontrada em qualquer PC, o que fez desse sistema o ambiente perfeito dos hackers.

Agora, chegou a vez dos usuários de sistemas da Apple experimentarem uma verdadeira explosão no volume de ataques.

De acordo com a Cisco, a plataforma Apple ultrapassou a Microsoft e a HP em fragilidades do sistema operacional. Em 2010, foram descobertas mais de 350 vulnerabilidades nela. “A salvação da honra da Apple depende de a empresa tomar medidas importantes na proteção de seu sistema”, revela o relatório de segurança da Cisco.