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Hackers agora incluem electrodomésticos como as suas vítimas

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Já toda a gente ouviu falar do Bitcoin e as suas variantes, uma moeda virtual criada há alguns anos e que desencadeou uma nova era digital, onde qualquer pessoa pode gerar dinheiro usando o poder de processamento do seu computador.. Pela primeira vez, existe dinheiro com valor real que se governa a si próprio, ao contrário das moedas tradicionais como o Euro ou o Dólar, que são geridos por governos ou instituições.

E ao mesmo tempo, estamos a caminhar para aquilo que chamamos IoT – Internet of Things (ou a Internet das ‘coisas’). A IoT parte do princípio que no futuro, a maior parte dos dispositivos digitais que vamos ter em casa ou no trabalho estarão ligados à Internet – frigoríficos, cafeteiras, tostadeiras, etc. Embora o conceito possa parecer ridículo no inicio (e abstendo-nos de considerar problemas de privacidade que advém deste conceito), a verdade é que essa funcionalidade permitirá aumentar a qualidade de vida das pessoas, a performance dos equipamentos assim como promover a automação destes (um frigorífico pode, por exemplo, automaticamente comprar um pacote de sumo de laranja quando este acaba).

O que acontece quando juntamos os dois? Um potencial enorme para os hackers. Tal foi profetizado esta semana [1], pelo CRO da F-Secure,  Mikko Hypponen – uma das empresas mais bem conceituadas a nível de segurança informática.

Em Março deste ano, o investigador March Johannes Ullrich já descobriu um exemplo do problema, em que uma rede de CCTV (câmaras de segurança) estava infectada com um malware específico para gerar Dogecoins, de momento a terceira moeda virtual mais valiosa.

Nos próximos tempos, pense duas vezes antes de comprar uma tostadeira com ligação à Internet ;)

[1] – http://www.ibtimes.co.uk/hackers-could-be-targeting-toasters-mine-bitcoins-expert-warns-1475625