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Ataques Pro-WikiLeaks tão fáceis como clicar num botão

A Wired publicou um artigo que demonstra a facilidade dos inúmeros DDoS a favor da campanha WikiLeaks.
Segundo o artigo, nem é necessário fazer o download de qualquer aplicação.

Diversos grupos, entre eles o 4chan, disponibilizaram aplicações web que lançam esses ataques organizados apenas escolhendo o alvo e clicando num botão.

Recentemente, estes ataques tem prejudicado os websites da Visa, Mastercard, Amazon e Paypal, criticadas por terem impedido, de alguma forma, o bom funcionamento do projecto WikiLeaks.

Piratas que apoiam Wikileaks lançam – operação vingança

No DN:

“A primeira guerra informática já começou. O campo de batalha é a Wikileaks”, revelaram os piratas informáticos que ontem lançaram a “operação vingança”. Esta consiste no ataque a várias páginas da Internet ligadas à investigação contra Julian Assange, preso por crimes sexuais no Reino Unido, mas também aos sites de empresas como a Mastercard, que suspendeu os pagamentos à organização responsável pela divulgação de milhares de documentos secretos norte-americanos.

O ciberataque está a ser liderado por um grupo de mais de mil hackers (piratas) conhecido apenas como “Anonymous” (Anónimo), revela o jornal The Guardian. Nos últimos dias, o grupo atacou o site da Mastercard (que ficou offline durante várias horas), assim como o do banco Post Finnance, que bloqueou uma das contas de Assange. Outro alvo poderá ser nos próximos dias o próprio site de micromensagens Twitter, acusado de “censurar” a Wikileaks da sua lista de tópicos mais falados. Os responsáveis negam a acusação.

Mas os piratas informáticos atacaram também a página da Procuradoria-Geral da Suécia, que está à frente da investigação a Assange. O fundador da Wikileaks foi acusado por duas mulheres (ver texto secundário) de violação e abusos sexuais. Também o site da advogada delas foi alvo de ataque. Numa conferência de imprensa, Claes Borgström não mencionou o assunto, tendo antes deixado um apelo para que Assange reconheça que o processo na Suécia não tem nada que ver com a Wikileaks.

O australiano, ele próprio um antigo hacker, entregou-se à polícia londrina na terça-feira. Sobre si pesava um mandado de captura internacional, pedido pela Suécia. Assange nega as acusações, mas ficou em prisão preventiva porque o juiz considerou haver risco de fuga. Uma nova audiência foi marcada para 14 de Dezembro. Assange conta, desde ontem, com um reforço de peso na sua equipa de advogados: Goffrey Robertson, conhecido defensor dos direitos humanos que representou o escritor Salman Rushdie, alvo de uma fatwa das autoridades iranianas.

Assange recebeu também o apoio do ministro dos Negócios Estrangeiros australiano, Kevin Rudd, que considera que as fugas de informação são responsabilidade dos EUA e que se há um culpado é o Governo norte-americano. “Para mim, o cerne da questão é a protecção que os EUA fazem às suas próprias comunicações diplomáticas”, afirmou Rudd.