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UE investirá 13,5 milhões de euros em proteção de dados pessoais

No IDG Now!:

Centrado em privacidade e segurança, projeto ABC4Trust terá duração de quatro anos.

A União Europeia vai investir 13,5 milhões de euros no projeto ABC4Trust, cujo objetivo é desenvolver sistemas capazes de ajudar as pessoas a protegerem as suas informações pessoais digitais, ao mesmo tempo que as compartilham com os amigos.

Centrado em aspectos de privacidade e segurança, o projeto terá duração de quatro anos. Iniciado em 2010, dois testes-piloto estão em andamento na Grécia e na Suécia, usando um sistema que combina tecnologias de gestão de identidade da IBM, Microsoft e Nokia Siemens Networks.

Na Suécia, o sistema será implantado em uma escola secundária em Norrtullskolan. O sistema de identidade permitirá aos alunos e aos pais autenticarem-se em serviços médicos e de aconselhamento oferecidos pela escola.

O outro teste será realizado no Academic Computer Technology Research Institute, na Grécia. E também por uma instituição de ensino. Os alunos serão capazes de votar para classificar os cursos e docentes, sem revelar sua identidade.

O ABC4Trust beneficiará do Identity Mixer, da IBM, e a tecnologia U-Proof da Microsoft, que serão combinadas utilizando outras tecnologias da Nokia Siemens Networks Research.

Em tempo: ABC é a sigla para “attribute-based credentials”, ou seja credenciais baseadas em atributos, e tem a ver com a possibilidade de os utilizadores fornecerem as informações mínimas necessária para se autenticarem a serviços digitais. Por exemplo, em vez de mostrarem a data de aniversário inteira com um documento de identidade, o cidadão seria capaz de mostrar apenas que é maior de idade.

Empresas portuguesas têm mais vírus que média da UE

No DN:

Cerca de um quarto das empresas portuguesas queixam-se de terem sido afectadas no último ano por problemas informáticos, o valor mais elevado da União Europeia, a par de Chipre e Finlândia, revela um estudo do Eurostat hoje divulgado.

O inquérito do gabinete oficial de estatísticas da UE sobre problemas de segurança relacionados com as tecnologias de informação e comunicação revela ainda que, além de 26% das empresas portuguesas terem registado indisponibilidade dos serviços informáticos ou destruição ou alterações de dados devido a avarias, durante o ano de 2009, também um número significativo apontou interferências exteriores.

Segundo o estudo, 14% das empresas viram-se confrontadas com destruição ou alteração de dados devido a infecções por vírus informáticos ou acesso não autorizado, neste caso o segundo valor mais elevado na UE, apenas superado na Eslováquia (16%).

Em qualquer dos casos, os valores registados em Portugal ficam muito acima da média comunitária, já que no cômputo geral apenas 12% das empresas se queixaram de indisponibilidade dos serviços informáticos e somente 5 por cento acusaram vírus ou acessos não autorizados com repercussões.

É urgente consciencializar e formar as empresas que a segurança é uma prioridade.

Europa aperta cerco ao cibercrime

No Tek Sapo:

A Comissão Europeia apresentou hoje um conjunto de 41 acções que configuram uma nova estratégia para a segurança interna da União Europeia. Como sublinha uma nota de imprensa, a Europa precisa de uma agenda comum para enfrentar as ameaças de segurança mais prementes.

Desmantelar as redes internacionais de criminalidade; prevenir o terrorismo e responder à radicalização e ao recrutamento; reforçar os níveis de segurança para os cidadãos e as empresas no ciberespaço; reforçar a segurança através da gestão das fronteiras e reforçar a capacidade de resistência da Europa às crises e às catástrofes são os cinco grandes objectivos estratégicos que resumem as acções propostas pela Comissão Europeia.

Concretamente, incluem-se neste leque várias medidas contra o cibercrime e o impacto crescente na economia da União Europeia. “Os criminosos recorrem cada vez mais à Internet, tanto para cometer crimes menores como para perpetuar ataques em grande escala”, reconhece a CE.

Uma das áreas referidas é a das fraudes com cartões de crédito, mas as medidas europeias dão também especial atenção aos esforços para afinar as trocas de informação no espaço europeu, como reflecte o objectivo de criar um centro europeu de cibercriminalidade. Esta estrutura pretende reunir os conhecimentos especializados no domínio da investigação e prevenção da cibercriminalidade.

A medida, tal como a da criação de um sistema europeu de alerta e de partilha de informações, tem como horizonte temporal 2013, um ano depois da criação de uma rede de equipas de emergência de resposta no domínio informático, também prevista no pacote.

Em 2011 deverá já avançar uma proposta sobre a utilização dos registos de identificação dos passageiros na União Europeia e a criação de uma rede de sensibilização para a radicalização na UE, bem como medidas que facilitem a exposição, pela sociedade civil, de propaganda extremista violenta. Todas contemplam o impacto da Internet.