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Site governamental chinês hospedando phishing direcionado à instituições brasileiras

No blogue do Sandro Süffert:

Hoje eu me deparei com um caso muito interessante e que ilustra a dificuldade de se identificar a autoria e investigar crimes transnacionais como os que ocorrem diariamente na internet e afetam milhões de clientes de instituições financeiras em todo o mundo.

Nada de novo, mas considerei relevante por tratar-se de um site governamental chinês que está hospedando um arquivo .pac (mais sobre este tipo de phishing, aqui – LinhaDefensiva) – que objetiva substituir as configurações de proxy do navegador do usuário (e configuração do registro da máquina infectada *), o redirecionando para um proxy malicioso que redireciona os clientes das instituições financeiras para sites falsos.

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Gmail foi atacado por ‘hackers’ da China

No Estadão:

O Google afirmou nesta quarta, 1, que hackers da China invadiram contas do seu serviço de e-mails, o Gmail, de centenas de usuários, incluindo altos funcionários do governo dos Estados Unidos e de países asiáticos, principalmente da Coreia do Sul, além de ativistas políticos, militares e até jornalistas. Segundo o post publicado no blog da empresa, as vítimas foram avisadas e suas contas já estão seguras.

O Google acredita que os hackers enganaram os usuários e roubaram suas senhas usando um golpe conhecido como “phishing”, em que hackers criam sites falsos imitando os verdadeiros. Segundo a empresa, aparentemente os ataques tiveram origem na cidade de Jinan, a cerca de 400 quilômetros de Pequim.

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Altos responsáveis chineses envolvidos em ciber-ataques contra o Google

Na TSF:

Diplomatas norte-americanos colocados em Pequim envolveram altos responsáveis chineses em ciber-ataques contra o motor de busca na Internet Google, segundo documentos divulgados pelo Wikileaks e publicados pelo jornal New York Times.

«Um contacto bem colocado afirma que o Governo chinês coordenou as recentes intrusões nos sistemas do Google», indica um dos telegramas diplomáticos norte-americanos divulgados pelo Wikileaks, segundo o qual as operações foram dirigidas a partir do gabinete político do Partido Comunista chinês.

Na quinta-feira, a China classificou de «absurdo» o conteúdo do Wikileaks, que divulgou cerca de 250 mil documentos diplomáticos norte-americanos, alguns envolvendo Pequim.

O referido telegrama designa Li Changchun, membro do gabinete político encarregado da propaganda, como chefe dos ciber-ataques contra o norte-americano Google.

De acordo com os documentos citados pelo “site” do jornal New York Times, os ataques foram coordenados por Li Changchun e Zhu Yongkang, o mais alto responsável pela segurança do país.

O contacto da embaixada norte-americana desconheceria, no entanto, se o presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao estavam ao corrente do ataque ao Google.

Em Março, o Google anunciou que deixava de obedecer à ordem do Governo chinês de censurar o motor de busca, explicando ter sido vítima de ataques informáticos coordenados.

As contas de correio electrónico Gmail de dissidentes chineses tinham sido violadas nos ataques, revelou o Google.

Os Estados Unidos já se referiram em algumas ocasiões a ofensivas de piratas informáticos chineses, mas abstiveram-se sempre de denunciar publicamente o regime de Pequim.

Sites de direitos humanos chineses atacado

O Governo chinês afirma que vários sites de direitos humanos na China sofreram ataques DDoS no passado sábado e domingo. Ler [aqui].

Google vs China FAQ

Para quem ainda não está a par do desenrolar desta história entre Google e a China, aqui fica um artigo bastante interessante e actual, escrito pela especialista de segurança Dancho Danchev. Ler [aqui].