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Cibercriminosos gastaram 250 mil dólares para expandir nova botnet

No TeK:

Cerca de 250 mil dólares – ou 177 mil euros à taxa de câmbio actual – é quanto terá custado aos cibercriminosos a disseminação, nos Estados Unidos, do malware usado para criar aquela que vem sendo apontada como a botnet mais sofisticada até à data, a TDL-4.

O valor é avançado pelos especialistas da Kaspersky. De acordo com a empresa de segurança informática, o número é calculado com base no total de infecções registadas só nos primeiros três meses do ano, onde os EUA figuram como o território maioritariamente afectado.

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Botnets já movimentam 10 bilhões de dólares por ano

No IDG Now!:

Agência europeia alerta para a necessidade de ações mais coordenadas entre governos e empresas.

A batalha contra os grupos de computadores “hackeados”, conhecidos como botnets, sofre com a falta de coordenação, resultando em uma indústria do cibercrime avaliada anualmente em mais de 10 bilhões de dólares em todo o mundo, segundo o relatório de uma agência de segurança da União Europeia.

Apesar de muitos investigadores, empresas de segurança e governos estarem investigando ativamente as botnets, há ainda deficiências na cooperação internacional, nas leis nacionais e na partilha de informações que permitam construir redes robustas, de acordo com o relatório “Botnets: Measurement, Detection, Disinfection and Defence“, da Agência Europeia para as Redes e Segurança da Informação (European Network and Information Security Agency ou ENISA).

“A mudança na motivação para a criação de softwares maliciosos levou a uma economia subterrânea, financeiramente orientada”, escreve a ENISA, que estuda questões europeia de segurança da informação.

Os computadores estão sendo infectados com código de botnets através de vulnerabilidades no software ou por outros métodos de ataque, como anexos maliciosos em e-mails. Quando uma máquina é infectada, ela pode ser usada sem conhecimento do seu proprietário para disseminar spam, ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS) ou ainda para outros propósitos nefastos.

O código usado para infectar as máquinas é frequentemente muito robusto e escapa à detecção de software antivírus. Aqueles que controlam as máquinas infectadas usam muitos métodos para se manterem no anonimato, dificultando a sua detecção por parte dos analistas de segurança e das autoridades.

A ENISA recomenda a criação de incentivos para responsáveis que possam intervir, como os fornecedores de serviço à Internet (ISPs). Na Alemanha, um programa financiado pelo governo ajuda a colocar tecnologia para identificar os utilizadores cujos computadores parecem estar contaminados e tomar medidas para que sejam desinfectados, disse Giles Hogben, gestor especializado em programas para aplicações e serviços de segurança na ENISA.

“No final, não é apenas o seu computador que sofre”, diz Hogben. “Há uma espécie de responsabilidade social para manter os computadores limpos porque afetam também outras pessoas”. O negócio dos ISP tem tipicamente uma margem baixa, por isso muitos não gastam dinheiro em sistemas para remediar os computadores infectados.

A ENISA também defende leis uniformes para o combate ao cibercrime, que beneficiem as nações que procuram cooperar e entregar casos a outras jurisdições. O único tratado internacional que abrange estas questões é a Convenção sobre o Cibercrime de 2001, que está gradualmente recebendo mais ratificações. O tratado exige mudanças nas leis nacionais e oferece orientação sobre como os países podem se adaptar.

A escala do problema das botnets também tem sido difícil de quantificar devido à tendência da indústria de segurança para diminuir ou aumentar o número de máquinas infectadas. Contar os endereços de IP (Internet Protocol) também não é necessariamente confiável devido à atribuição de endereços IP dinâmicos.

Uma botnet ser pequena ou grande não dita necessariamente a sua eficácia. Uma botnet razoavelmente pequena pode ser bastaante eficaz. O ataque executado contra a Visa pelo grupo Anonymous no início deste ano envolveu menos de mil computadores, de acordo com uma estimativa, revela Hogben.

“O tamanho não é tudo”, diz. “Mesmo se se souber o número, isso não diz muito”.

Descoberto outro botnet que utiliza o Twitter como C&C

Especialistas de segurança descobriram outro botnet que usa o Twitter como C&C (command and control).

Tal como aconteceu no Facebook, onde alguns perfis de utilizadores serviam como canais de comando, este novo botnet, intitulado de Mehika, utiliza uma conta controlada por um grupo de utilizadores maliciosos para enviar instruções para os seus drones.

Breve análise a uma infraestrutura do botnet Gumblar

O Zscaler publicou uma breve análise a uma infraestrutura do botnet Gumblar.

Site oficial da Luciana Abreu infectado com malware

Fui alertado do problema pelo Rui Pinheiro no qual mencionou que o lucianaabreu.pt já estaria infectado com malware há algum tempo.

Dado que a detecção do malware é apenas referenciado por alguns antivírus e browsers, é bastante prejudicial a visita ao website enquanto estiver infectado.

Decidi analisar um pouco mais…

Como podem verificar pela imagem acima, o código malicioso foi injectado no fim do ficheiro após o encerramento da tag do HTML. Esta situação pode indicar que foi realizado automaticamente por uma ferramenta que adiciona o código no fim de ficheiros web. Muito usual em infecções relacionados com botnets.

Após abertura da página lucianaabreu.pt, é efectuado um pedido ao site westcountry.ru:8080/dion-ne-jp/google.com/tom.com.php que, após algumas pesquisas, verifiquei que o domínio está actualmente listado como fornecedor do botnet Gumblar.

Efectuei um Reverse IP Domain para verificar se outros websites alojados no mesmo servidor estão infectados, mas dos 20 websites apenas o lucianaabreu.pt está actualmente infectado. Esta situação pode indicar um caso isolado nesta conta de alojamento.

Quem visitou o website, é altamente recomendado verificar o sistema operativo por malware.

Antes de colocar este artigo online, contactei a equipa responsável pelo website e aguardo feedback.

UPDATE:

Já foi removido o malware existente no website.