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Utilizador continuará a ser rastreado na web

No IDG Now!:

Apesar de as três gigantes desenvolverem recursos para evitar que sites armazenem informações dos usuários, medidas ainda são ineficientes.

A Mozilla, a Microsoft e o Google desenvolveram algum tipo de recurso “anti-rastreamento” para seus respectivos navegadores. A intenção é boa, mas cada solução dessas é falha e dificilmente irá funcionar muito bem no mundo real .

Seguindo o pedido da Comissão Federal do Comércio (FTC, em inglês) para criar algum tipo de lista navegação “sem rastreamento” similar a lista “não liguem”, composta de consumidores que não querem ser incomodados por operadores de telemarketing, os grandes browsers tomaram uma iniciativa e iniciaram os trabalhos.

A Microsoft anunciou como candidato o Internet Explorer 9 – a última versão de avaliação antes da disponibilização da final. O IE9 RC inclui a solução da empresa para o problema de rastreamento de navegação. O problema da estratégia da companhia, contudo, é que o recurso depende muito da intervenção do usuário, que precisa gerenciar quais sites devem ou não devem rastrear o comportamento do navegador.

Já o Google apostou  em uma ferramenta que não é inerente ao navegador, porém é oferecia como uma extensão chamada “Keep My Opt-Outs“. A ferramenta do Google não só requer que o usuário saiba do complemento e o baixe, mas também que a habilidade da extensão em impedir rastreamento online é baseado em esforços auto-regulatórios de companhias anunciantes responsáveis pela retenção dos dados

Por fim, há a alternativa da Mozilla para evitar o rastreamento. A ferramenta da fundação foi adicionada à nova versão do Firefox 4 e, se ativada, o navegador adiciona às requisições de HTTP a partir do navegador informando aos sites se o usuário quer ou não que seus dados sejam rastreados… desde que o site preste atenção e escolha ligar para isso.

Elegância impraticável
A Fundação Fronteira Eletrônica (EFF, em inglês), organização sem fins lucrativos que protege os direitos expressão no mundo digital, escolhei a alternativa apresentada pela Mozilla. De acordo com um porta-voz da EFF, “a proposta para o “não rastreio” apoiada pela FTC e agora pela Mozilla é uma ótima ideia. É tecnicamente elegante e irá servir como plataforma para inovações futuras na privacidade. Sim, esforços paralelos ainda serão necessários para combater esse tipo de armazenamento de informações online, phishing e malwares (e irão também proteger as pessoas que não utilizam ferramentas para evitar os rastreamentos) contudo esse é um grande passo na direção certa”, apontou.

Pode ser tecnicamente elegante, entretanto uma falha crítica da ferramenta coloca nas mãos do site coletar as informações do usuário ou, em nome da honra, obedecer o pedido do navegador e não rastrear as informações. Esses são alguns dos impedimentos que fazem essa elegância técnica impraticável.

Doug Wolfgram, CEO da IntelliProtect, companhia privada de gerenciamento online, concorda que a solução da Mozilla é insuficiente, e disse que a alternativa “funciona somente com empresas que concordam com esse pensamento, que somam até o momento, zero. Enquanto parece forte como anunciado, permite do mesmo jeito que os sites optem ou não por rastrear conteúdos, não deixando escolha nenhuma para os usuários” avaliou.

Legislação
Em resposta às críticas feitas ao recurso do Firefox, o porta-voz da EFF explicou que “o rastreamento que nos preocupa mas é aquele conduzido por grandes domínios terceirizados. Esses sites gigantes são os que mais armazenam nossas informações e na maior parte do tempo, todavia nunca enxergamos isso porque eles estão escondidos dentro de iframes e marcadores JavaScript nas páginas que visualizamos. Entre esses grandes domínios, acreditamos que será comparativamente fácil  determinar quais respeitam o princípio do não rastreamento e quais não”, pontuou.

Wolfgram também comentou outro grande obstáculo. “Grande parte das companhias com esse comportamento são baseadas fora dos EUA, deixando a legislação sem efeito. No momento, aquelas dentro do pais devem cooperar voluntariamente”. O CEO da IntelliProtect disse também as soluções com ideologias de “tudo ou nada” não dão ao consumidores controle suficiente.

As boas notícias são que o FTC e as maiores empresas de software estão atentas ao problema e estão trabalhando para resolvê-lo. As más notícias são que essas tentativas iniciais falham próximo do objetivo, e que seria melhor se todas as partes concordassem em uma única solução.

Firefox quer melhorar protecção da privacidade

No Sol:

A Mozilla quer introduzir uma nova funcionalidade no Firefox, através da qual os utilizadores do browser podem optar por não ser alvo de mecanismos de publicidade comportamental.

A revelação foi feita no blogue oficial da Mozilla pelo responsável pela privacidade na fundação responsável pelo Firefox.

De acordo com Alex Fowler, o objectivo é ajudar os utilizadores do browser a terem «um melhor conhecimento e controlo sobre as suas informações pessoais on-line».

Com a activação da funcionalidade, sempre que um utilizador do Firefox entra num site com mecanismos de publicidade comportamental, ou seja, os sites onde os anúncios que aparecem são baseados no historial de navegação do cibernauta, a empresa responsável pelo site recebe um aviso onde lhe é pedido para não monitorizar o utilizador.

O responsável realça contudo que esta ferramenta não significa o fim da publicidade em si, que continuará a surgir, apenas irá incidir nos anúncios personalizados.

Um dos principais desafios que se coloca agora, segundo Alex Fowler, é levar os programadores de sites a adoptarem o sistema, para que este se torne estandardizado.

Firefox 3.6.13 corrige várias falhas de segurança

Podem consultar todas as alterações aqui.
Saliento a correcção das falhas XSS existentes em múltiplos charsets (x-mac-arabic, x-mac-farsi e x-mac-hebrew).

Para quem ainda não usa o browser Mozilla Firefox, podem descarregar aqui.

Firefox 4 oferece actualizações automáticas de addons

Segundo o CW, na tão esperada versão 4 do browser da Mozilla, as actualizações dos add-ons aka extensões, vão ser automáticas e silenciosas ao utilizador.

Já não vai haver desculpa para os que não têm tempo…

BlackSheep – detecta utilizadores do FireSheep na rede

O BlackSheep é um plugin para o Firefox desenvolvido para combater o FireSheep.

O plugin, que pode descarregar aqui,  envia falsas informações de sessão na rede e monitoriza o tráfego na tentativa de verificar se houve um hijack da sessão.

Fica o alerta que não é possível ter os dois plugins ao mesmo tempo no mesmo perfil do browser do Mozilla.