Resultados de pesquisa para: "blackhat seo"

Relatório de Blackhat SEO para Dezembro 2010 - Parte I

Como é costume, o ZScaler elaborou um relatório sobre os números/ocorrências de Blackhat spam SEO do passado mês.

Saliento o seguinte:

  • Número de páginas de spam: 4.814
  • Número de domínios de spam: 428
  • Número de sites maliciosos: 483

São números preocupantes e com tendência a aumentarem.
Vejam o relatório completo.

Novo ataque BlackHat SEO tem como alvo o WikiLeaks

Como é habitual nas andanças do BlackHat SEO, os temas mais populares e actuais são quase sempre utilizados nas campanhas de BHSEO e o WikiLeaks não fugiu à regra:

  • Wikileaks
  • Wikileaks killing video
  • Wikileaks afghanistan
  • Wikileaks video

Estas são algumas das pesquisas, sobre o WikiLeaks, utilizadas para propagar malware, segundo o Panda Security.

Add-on para Firefox protege contra Blackhat SEO

Zscaler disponibilizou um add-on para o Mozilla Firefox que ajuda a identificar páginas com anti-virus falsos, vídeos infectados e outro género de SPAM SEO.

Ainda que no ínicio não seja muito prático, poderá ser bastante útil.

Podem fazer o download directo aqui.

Quotidiano de um Blackhat de SEO

Um bom artigo, com um pequeno vídeo, sobre as técnicas usadas por Blackhats de SEO (Search Engine Optimization) para promoverem produtos falsos e ficarem no topo das pesquisas dos principais motores de busca.
Ler [aqui].

Pharma Hack em Portugal

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Pharma Hack é um termo associado por especialistas de segurança informática para definir um tipo de ataque muito ligado ao blackhat SEO.
O objetivo do Pharma Hack é efetuar vendas de produtos farmacêuticos (Viagra, Cialis, Zoloft, etc) utilizando sites comprometidos para promover a loja ilegal em resultados no Google. Quanto mais referências houver, mais sobe no rank do Google. Quantos mais sites comprometidos com a referência a esse site, mais este sobe no ranking do Google aumentando a possibilidade de ser encontrado nos motores de busca e por sua vez efetuar mais vendas.

Para quem desconhece, este tipo de atividade criminosa online é muito frequente. Os utilizadores maliciosos comprometem um site e apresentam páginas de venda de fármacos online - geralmente programas de afiliados ligados a redes criminosas de larga escala. É um negócio que atrai muitos utilizadores que têm dificuldades em adquirir produtos farmacêuticos e que preferem correr o risco de comprar algo que pode não ser realmente o que pensam que é.

Estas farmácias online, são geralmente promovidas por diversas vias:

  • Por envio massivo de SPAM (cerca de 250 mil milhões de mensagens por dia - o que equivale a 40% do spam mundial)
  • Por comprometer sites e criar reencaminhamentos
  • Por utilizar spamdexing, onde os utilizadores comprometem um site popular e criam links e palavras referentes ao site malicioso (casos semelhantes já foram divulgados pelo WebSegura.net, como foi no passado nos sites do Governo Civil de Coimbra e no Taguspark)

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Em Portugal, numa breve pesquisa no motor de busca Google, é possível reparar na quantidade de sites comprometidos com reencaminhamentos para farmácias ilegais. Nos sites comprometidos é possível encontrar câmaras municipais, sites de universidades, associações, pequenas empresas e sites pessoais.
Muitas das entidades provavelmente nem sequer sabem que estão alojar este tipo de atividade, muito devido ao low-profile destes ataques.
Já encontrei situações em que o reencaminhamento para o site da farmácia era só válido se o tráfego de referência fosse um motor de busca. Ou seja, se um utilizador entrasse diretamente no site afetado não iria ver o ataque.
Por vezes também é possível verificar um controlo por geo-localização em que apenas são permitidos visitantes estrangeiros. Isto é efetuado com limites aplicados à gama de IP nacionais no ficheiro .htaccess. Apenas os visitantes fora dessa gama é poderiam ver o ataque/reencaminhamento.

google_pharma_hack_portugal

Alguns exemplos destes sites de Pharma Hack atualmente presentes em sites comprometidos portugueses:

medshop24.net
canadian-overnite.com
canadian-pharmacy-24.com
canadapharmacy24h.com
hqpills.net
awc-drugstore.com

De referir que muitos destes sites, entre os quais indicados acima, distribuem malware. Mais propriamente supostas atualizações de Flash e payloads Java que incluem software malicioso. Por isso, não devem visitar os websites.

De salientar a referência ao Canadá em alguns domínios. Este país é conhecido pela liberalização na comercialização de determinados medicamentos, que juntamente com preços atrativos, é a escolha perfeita de muitos utilizadores, principalmente oriundos dos EUA. Este país vizinho, onde os produtos farmacêuticos são caros e necessitam quase sempre de prescrição médica, é um dos principais clientes deste tipo de negócios.
Os utilizadores maliciosos sabendo disto, utilizam o nome do Canadá para dar alguma credibilidade ao negócio. No entanto, maioria destes medicamentos são oriundos de países como China, Índia e Paquistão. De referir que estes fármacos, muito provavelmente, não têm qualquer controlo de qualidade e higiene. Existem mesmo relatos de medicamentos comprados nestas lojas online que continham elementos prejudiciais à saúde. Desde vestígios de pó-talco, giz, gasolina, cola, etc…

Dos sites portugueses afetados, é possível observar que muitos são sites Joomla!, WordPress e outros CMS que provavelmente estão desatualizados e alegadamente vulneráveis a intrusões.

O seu site foi comprometido com Pharma Hack?

Ficam aqui algumas dicas, baseadas na minha experiência, para uma possível deteção deste problema:

  • Verificar alterações no código-fonte e/ou a existência de novos ficheiros
  • Verificar os DNS do domínio
  • Estar atento ao .htaccess e os php.ini
  • Em caso de CMS, verificar plugins modificados (em Portugal reparei diversos plugins modificados para integrar os reencaminhamentos para os sites maliciosos)

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No entanto, recomendo sempre o recurso a um profissional da área.

Contatei o Infarmed para obter algumas informações adicionais mas até à data do artigo não obtive quaisquer declarações:

Quais os riscos de saúde para um cidadão que compre medicamentos em lojas ilegais de venda de produtos farmacêuticos?

Informamos que em Portugal, só as farmácias e os locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica que estejam registados no Infarmed, podem aceitar encomendas de medicamentos através da internet, de forma segura, nomeadamente por se garantir que a dispensa dos medicamentos é feita pelos profissionais habilitados, que o transporte dos medicamentos é feito em condições controladas e que, no ato da entrega, são prestadas as informações necessárias à toma do medicamento.

Mais informamos que o Infarmed não autoriza a importação de medicamentos para uso pessoal, devido a não existir suporte legal e aos possíveis riscos para a saúde dos consumidores, por não estarem garantidas as condições de segurança, qualidade e eficácia exigíveis para um medicamento, quer durante o processo de aquisição, quer durante o próprio transporte.

Assim, os consumidores só podem adquirir medicamentos nas farmácias (comunitárias e hospitalares) e nos locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM).

O Infarmed tem algum departamento que pesquisa e analisa este tipo de atividade online?

Informamos que a Direção de Inspeção e Licenciamentos deste Instituto, analisa este tipo de atividade online e atua de acordo com as suas competências.

Queria concluir que não encontrei estas lojas ilegais em língua portuguesa. Apenas em inglês, espanhol, alemão, francês e italiano. No entanto, conforme demonstrado neste artigo, Portugal está a servir de catalisador para este tipo de atividade ilícita. É necessário estar atento.