O Zscaler publicou uma breve análise a uma infraestrutura do botnet Gumblar.
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Site oficial da Luciana Abreu infectado com malware
Fui alertado do problema pelo Rui Pinheiro no qual mencionou que o lucianaabreu.pt já estaria infectado com malware há algum tempo.
Dado que a detecção do malware é apenas referenciado por alguns antivírus e browsers, é bastante prejudicial a visita ao website enquanto estiver infectado.
Decidi analisar um pouco mais…
Como podem verificar pela imagem acima, o código malicioso foi injectado no fim do ficheiro após o encerramento da tag do HTML. Esta situação pode indicar que foi realizado automaticamente por uma ferramenta que adiciona o código no fim de ficheiros web. Muito usual em infecções relacionados com botnets.
Após abertura da página lucianaabreu.pt, é efectuado um pedido ao site westcountry.ru:8080/dion-ne-jp/google.com/tom.com.php que, após algumas pesquisas, verifiquei que o domínio está actualmente listado como fornecedor do botnet Gumblar.
Efectuei um Reverse IP Domain para verificar se outros websites alojados no mesmo servidor estão infectados, mas dos 20 websites apenas o lucianaabreu.pt está actualmente infectado. Esta situação pode indicar um caso isolado nesta conta de alojamento.
Quem visitou o website, é altamente recomendado verificar o sistema operativo por malware.
Antes de colocar este artigo online, contactei a equipa responsável pelo website e aguardo feedback.
UPDATE:
Já foi removido o malware existente no website.
Portugal é o 7º da Europa com mais computadores “reféns”
A 28 de Abril publiquei a notícia da Microsoft, desta vez quem refere que Portugal está no top dos PCs infectados na Europa é a Symantec.
A estrutura de uma organização do cibercrime
Recentemente, o FBI publicou uma lista de 10 funções internas nas organizações relacionadas ao cibercrime no qual me levou a escrever este artigo.
Com avanço da tecnologia, o crime organizado também teve a necessidade de evoluir e hoje conta com inúmeras organizações ligadas ao cibercrime.
Estas organizações são, em termos de constituição, em muito semelhantes a qualquer empresa como podemos verificar de seguida:
- Gerência
- Departamento Técnico
- Departamento Comercial
- Departamento Financeiro
Gerência
- Líder da organização
Maioritariamente com poucos conhecimentos na área de segurança de informação mas responsável por projectar e reunir a equipa necessária para as actividades no cibercrime.
Departamento Financeiro
- Caixas
Controlam as drop accounts e fornecem a outros criminosos dados bancários em troca de dinheiro. - Escrutinadores
Responsáveis pela transferência e lavagem dos lucros usando serviços online de cambio de moeda. - Mulas
Servem para transferir dinheiro entre contas bancárias e por vezes são enviados para os EUA com vistos de estudantes para criar contas bancárias (i)legítimas.
Departamento Técnico
- Programadores
Programam (peço desculpa pela redundância) os exploits, malware e aplicações web usados pela organização. - Especialistas em TI
A assistência técnica de informática da organização.
São os responsáveis pelo material informático e de toda a infraestrutura que a envolve, como por exemplo, servidores, bases de dados, sistemas de encriptação… - Hackers
Procuram e exploram falhas em servidores, redes e aplicações web. - Especialistas em fraude
Responsáveis por esquemas que envolvem engenharia social, como por exemplo Phishing. - Fornecedores de alojamento
Como o próprio nome indica, fornecem o alojamento para sites com conteúdos ilícitos e livres de censura. Geralmente são servidores, na maioria das vezes, extremamente bem protegidos e em países onde reina a falta de leis.
Departamento Comercial
- Distribuidores
Trocam e vendem a informação adquirida pela organização.
Nada como dar um bom exemplo destas organizações.
Entre as mais conhecidas temos o Russian Business Network (RBN).
O RBN é responsável por diversos cibercrimes e com ligações à máfia russa. Alojamento de websites com pornografia infantil, tráfego online de droga, botnets, malware, DDoS , etc. são alguns dos serviços prestados desta organização criminosa.
Foram também os responsáveis pelo software malware MPack que foi usado no ataque ao Banco da Índia em 2007; supostamente estiveram ligados ao Storm botnet e foram acusados de ligações ao ataque de sites governamentais da Geórgia.
Estas organizações gerem milhões de euros de lucro todos os anos e estão ramificadas por diversos países.
É preciso combater estas organizações com eficácia. Alguns dos hackers que actuam por estas organizações passam meses ou anos sem serem detectados em servidores governamentais a roubar informação confidencial.
Tem de haver sensibilidade no uso da Internet e (in)formação suficiente para prevenir riscos maiores.
Trojan Monkif continua a ser uma ameaça
… activo e ligado a várias botnets. Ler [aqui].











