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Metade das pragas virtuais produzidas no Brasil é feita por amadores

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Apesar de simples, podem causar grandes prejuízos ao usuário, já que são usadas para roubar dados financeiros. Junho e julho são os meses mais perigosos.

Praticamente metade (45%) das pragas virtuais produzidas no Brasil é feita domesticamente ou adquirida dos crackers que a desenvolveram, revelou Fábio Assolini, analista de malware da Kaspersky Lab, nesta quinta-feira (17/02).

Essas pragas, por mais que, em geral, sejam simples variações de arquivos maliciosos já conhecidos, podem causar grandes transtornos a usuários com máquinas desprotegidas. Isso porque, de todos os vírus feitos no país, 95% deles são usados para roubar dados financeiros – o Brasil é responsável por 36% dos trojans bancários no mundo.

Embora o Natal e o Ano Novo sejam apontados como as datas mais visadas por criminosos virtuais, junho e julho são os meses em que mais vírus são produzidos por aqui. Motivo? “O período das férias escolares”, explicou Assolini - dezembro ficou em terceiro na classificação. Segundo o analista, os crackers brasileiros diminuem o ritmo em janeiro e fevereiro, voltam à ativa depois do carnaval e atingem o ápice do desempenho na metade do ano – o próximo pico será só ao final dele.

Apesar da posição de destaque no desenvolvimento de trojans bancários, o Brasil é apenas o 16º país mais atacado por pragas – a China lidera o ranking, à frente de Rússia, Estados Unidos e Índia. A tendência, no entanto, é que suba na classificação devido à maciça inclusão digital por que está passando.

“Por conta disso, também, o país tem muitos usuários ingênuos”, disse Cláudio Martinelli, gerente de vendas da Kaspersky. “Eles precisam saber que, apesar de não entrarem em sites suspeitos ou baixarem arquivos duvidosos, podem ter suas máquinas infectadas ao acessar portais conhecidos, já que estes também são alvos de ataques”.

Kaspersky PURE Total Security
Os dados foram passados durante a apresentação do novo software de segurança da Kaspersky, o PURE Total Security (169,90 reais, para três computadores). Em relação ao Internet Security – solução intermediária da empresa – o PURE traz ferramentas adicionais para a criptografia de dados e o gerenciamento de senhas, além de um fragmentador de arquivos e um programa para backup automático.

O recurso mais destacado, no entanto, é o que permite gerenciar os computadores de uma rede doméstica – desde que as outras máquinas também tenham o software instalado. Chega para incrementar o “Parental Control” (Controle dos Pais), usado para impedir que crianças entrem em sites não recomendados ou compartilhem informações pessoais.

Chamado de Central de Controle, com ele é possível monitorar como os usuários da rede estão acessando a Internet, quais portais visitam – ou tentaram visitar – ou quanto tempo ficam no Messenger ou no Orkut, tudo a partir do PC principal. Pode-se, também, bloquear programas, impor filtros aos mecanismos de pesquisa e enviar atualizações do antivírus aos outros computadores.

Segundo a Kaspersky, ano passado o Parental Control impediu três mil visitas a sites pornográficos por minuto, tentadas por crianças de até 12 anos. No entanto, dos cinco portais mais bloqueados pelos pais, quatro servem para o download de arquivos de propriedade intelectual – o megaupload é o líder. A rede social mais popular no Brasil, o Orkut – ficou entre os vinte primeiros, atrás do Facebook.

A empresa afirma que seu software tem 7,5% do mercado de antivírus para usuários finais – em 2008, tinha 4,2% - sendo, portanto, o quarto mais usado, entre os pagos. Suas vendas no Brasil, de acordo com Martinelli, dobraram em 2010 em relação a 2009.

… e em muitos casos, as vítimas são utilizadores em Portugal.

Kaspersky alerta para perda de dados em Wi-Fi de aeroportos

No Diário Digital:

Os cibernautas que utilizam os pontos de ligação Wi-Fi nos aeroportos para aceder à Internet arriscam-se a perder dados como passwords, nomes de utilizador ou informação financeira, alerta a Kaspersky Lab.

Os utilizadores das transportadoras aéreas usam os PCs portáteis para enviarem e-mails, consultar páginas Web ou até visitar o perfil no Facebook antes dos seus voos. Deste modo, quase todos os aeroportos já contam com zonas de ligação Wi-Fi.A empresa de segurança informática explica que informações importantes como passwords, nomes de utilizador ou informação financeira, na maioria dos casos não estão encriptados, o que «significa que qualquer um pode interceptá-los com fins maliciosos», sublinha o perito em segurança Dmitry Bestuzhev, da Kaspersky Lab.

O ideal é optar por uma ligação VPN (Rede Privada Virtual), embora muitos administradores de serviços públicos de ligação à Internet bloqueiem este acesso para se assegurarem que «a sua rede não será usada com objectivos mal-intencionados».

(…)

Código fonte de versões antigas do Kaspersky AV na web

As fontes oficiais relatam que apenas uma parte do código, de produtos antigos, foi publicado.
O código foi disponibilizado num site de partilha de ficheiros gratuito - Mlfat4arab e já ultrapassou os 2.000 downloads.

Aparentemente, esta fuga de informação foi efectuada por um programador descontente que já algum tempo tentava vender o código sem sucesso.

Podem ler mais sobre o assunto no DarkReading.

Falso antivírus à solta no Twitter

No Sol:

O Twitter foi afectado por uma vaga de links que tentam aliciar os membros do serviço para um falso antivírus. O site já começou a alterar as passwords das contas utilizadas no esquema.O truque está a ser utilizado através de um serviço de URL shortening (serviço utilizado para diminuir o tamanho do nome dos links, para que estes possam caber no limite de 140 caracteres por mensagem do Twitter) da Google, denominado goo.gl.

De acordo com um investigador da Kaspersky, estas mensagens utilizam o serviço da Google para esconder um site fraudulento, alojado na Ucrânia, onde os criminosos atraem as vítimas com uma leitura do disco à procura de vírus.

Esta falsa pesquisa acaba por indicar que o utilizador tem o computador infectado e é aconselhado a instalar um antivírus, que se revela ser um programa malicioso com o nome de Security Shield.

A táctica não é nova e tem aumentado nos últimos tempos, sendo agora o Twitter o veículo utilizado para espalhar a ameaça.

Através do próprio serviço de micro-blogues uma responsável pela segurança do Twitter revela que todos os links que remetem para o site fraudulento estão a ser apagados e as passwords das contas afectadas reiniciadas.

Falhas XSS encontradas em websites da ESET, Panda e Symantec

O grupo de Team Elite encontrou várias falhas XSS em websites das empresas de segurança Panda Security, Symantec e ESET.

O mesmo grupo, reportou as falhas às empresas e afirmou que estas podiam ter sido utilizadas por utilizadores maliciosos para, por exemplo, ataques de phishing ou ataques de negação de serviço (DoS).

Já ontem eu tinha publicado um artigo sobre o Kaspersky, será que as empresas de antivírus não deviam ser as primeiras a darem o exemplo? Fica a questão…