Na TSF:
Diplomatas norte-americanos colocados em Pequim envolveram altos responsáveis chineses em ciber-ataques contra o motor de busca na Internet Google, segundo documentos divulgados pelo Wikileaks e publicados pelo jornal New York Times.«Um contacto bem colocado afirma que o Governo chinês coordenou as recentes intrusões nos sistemas do Google», indica um dos telegramas diplomáticos norte-americanos divulgados pelo Wikileaks, segundo o qual as operações foram dirigidas a partir do gabinete político do Partido Comunista chinês.
Na quinta-feira, a China classificou de «absurdo» o conteúdo do Wikileaks, que divulgou cerca de 250 mil documentos diplomáticos norte-americanos, alguns envolvendo Pequim.
O referido telegrama designa Li Changchun, membro do gabinete político encarregado da propaganda, como chefe dos ciber-ataques contra o norte-americano Google.
De acordo com os documentos citados pelo “site” do jornal New York Times, os ataques foram coordenados por Li Changchun e Zhu Yongkang, o mais alto responsável pela segurança do país.
O contacto da embaixada norte-americana desconheceria, no entanto, se o presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao estavam ao corrente do ataque ao Google.
Em Março, o Google anunciou que deixava de obedecer à ordem do Governo chinês de censurar o motor de busca, explicando ter sido vítima de ataques informáticos coordenados.
As contas de correio electrónico Gmail de dissidentes chineses tinham sido violadas nos ataques, revelou o Google.
Os Estados Unidos já se referiram em algumas ocasiões a ofensivas de piratas informáticos chineses, mas abstiveram-se sempre de denunciar publicamente o regime de Pequim.











