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Códigos de cartões de crédito à venda a partir de 1,5 euros

No Tek Sapo:

O código de um cartão de crédito pode custar no mercado negro do cibercrime de dois a 90 dólares (de 1,49 a 67 euros), enquanto os dados de acesso a contas bancárias vendem-se a partir dos 60 euros e podem custar mais de 500 quando são cedidos com a garantia de que a conta tem saldo.

As informações fazem parte de um estudo realizado pela Panda Security a nível internacional, citado pelo El País, que descreve a proliferação de guerras de preços entre as máfias ligadas ao cibercrime e também a cada vez maior diversificação do negócio.

Nenhum destes recursos, nomeadamente os programas maliciosos desenvolvidos para aceder a contas bancárias, costuma ser usado directamente por quem os cria. O negócio está em vender estes recursos a terceiros, com a intenção de diminuir o risco para os “elos iniciais” da cadeia criminosa. Habitualmente o delito comete-se num país diferente daquele onde se irá dar o “golpe final”.

As ofertas são feitas a partir da publicação de mensagens em fóruns e lojas online de acesso reservado, e que exigem a identificação e password dos “clientes”.

A gama de produtos é bastante diversificada. Além dos códigos - mais caros na Europa e na Ásia do que nos Estados Unidos -, estes “supermercados” também vendem cartões de crédito físicos falsos, com preços a partir dos 134 euros, e máquinas duplicadoras que quando usadas com cartões verdadeiros registam os dados dos mesmos.

O uso mais habitual para os cartões de crédito falsificados é a compra de produtos, mas como esta implica riscos elevados para o “cliente, os cibercriminosos também se oferecem para realizar a compra e enviá-la posteriormente para qualquer endereço, de forma a que a localização do verdadeiro comprador se torne mais difícil.

Nova edição da revista Hakin9

Esta nova edição conta com as previsões para 2011 ao cibercrime e ciberguerra.
Podem descarregar aqui a edição em PDF.

Europa aperta cerco ao cibercrime

No Tek Sapo:

A Comissão Europeia apresentou hoje um conjunto de 41 acções que configuram uma nova estratégia para a segurança interna da União Europeia. Como sublinha uma nota de imprensa, a Europa precisa de uma agenda comum para enfrentar as ameaças de segurança mais prementes.

Desmantelar as redes internacionais de criminalidade; prevenir o terrorismo e responder à radicalização e ao recrutamento; reforçar os níveis de segurança para os cidadãos e as empresas no ciberespaço; reforçar a segurança através da gestão das fronteiras e reforçar a capacidade de resistência da Europa às crises e às catástrofes são os cinco grandes objectivos estratégicos que resumem as acções propostas pela Comissão Europeia.

Concretamente, incluem-se neste leque várias medidas contra o cibercrime e o impacto crescente na economia da União Europeia. “Os criminosos recorrem cada vez mais à Internet, tanto para cometer crimes menores como para perpetuar ataques em grande escala”, reconhece a CE.

Uma das áreas referidas é a das fraudes com cartões de crédito, mas as medidas europeias dão também especial atenção aos esforços para afinar as trocas de informação no espaço europeu, como reflecte o objectivo de criar um centro europeu de cibercriminalidade. Esta estrutura pretende reunir os conhecimentos especializados no domínio da investigação e prevenção da cibercriminalidade.

A medida, tal como a da criação de um sistema europeu de alerta e de partilha de informações, tem como horizonte temporal 2013, um ano depois da criação de uma rede de equipas de emergência de resposta no domínio informático, também prevista no pacote.

Em 2011 deverá já avançar uma proposta sobre a utilização dos registos de identificação dos passageiros na União Europeia e a criação de uma rede de sensibilização para a radicalização na UE, bem como medidas que facilitem a exposição, pela sociedade civil, de propaganda extremista violenta. Todas contemplam o impacto da Internet.

Dois terços já foram vítimas de cibercrime

No Diário Digital:

Dois em cada três utilizadores da internet já foram vítimas de cibercrime, mas como a maioria não acredita que os criminosos alguma vez sejam levados à Justiça estes delitos são poucas vezes comunicados à polícia.Estas são algumas das conclusões de um estudo realizado no início do ano envolvendo mais de sete mil pessoas de vários países (incluindo Portugal) e que foi divulgado hoje em Lisboa.

O «Relatório Norton de Cibercrime: o impacto humano» revela que 65 por cento dos utilizadores da internet já foram vítimas de cibercrimes, que vão desde fraudes on-line de cartões de crédito, vírus informáticos a roubo de identidade.

Vítimas de cibercrime sentem-se culpadas

No Tek Sapo:

Raiva é o sentimento mais frequente entre aqueles que já foram vítimas de ataques informáticos, mas quase todas afirmam sentir responsabilidade pelo sucedido, revela um estudo recente da Symantec, que procurou avaliar o impacto psicológico desta realidade em 14 países.

Dos sete mil internautas entrevistados, 65 por cento admitiram já ter sido vítimas de ameaças online, desde esquemas fraudulentos a malware ou assédio por parte de predadores sexuais. Em todos estes casos, a culpa está presente, com as vítimas a sentirem-se responsáveis pelo que lhes aconteceu.

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