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Loja da Unicef em Portugal comprometida

Loja da Unicef em Portugal comprometida

O defacer KriptekS desfigurou a loja da Unicef em Portugal. Este defacer tem presentemente diversos ataques no Zone-H (89.946), alguns deles de renome - como por exemplo a sites como o Google.pk, Apple.pk, HP.pk entre outros.

A página modificada no unicef.pt tem um código HTML para redirectionar para o endereço de um mirror do Zone-H, mais propriamente um deface à Unicef.hr:

<h1>hacked</h1> <br>
<meta http-equiv=”refresh” content=”0;URL=http://zonehmirrors.org/defaced/2013/05/23/www.unicef.hr/
trabzonx.html”>

De referir que o site unicef.pt já tinha sido comprometida em Maio de 2012 - http://zone-h.org/mirror/id/17629041, mas provavelmente a porta-de-entrada foi outra.

Esta intrusão pode levar phishing de dados de pagamento ou mesmo propagação de malware em nome da Unicef. Esperemos que a situação seja rapidamente resolvida.

Enviei um alerta à Unicef em Portugal e estou ainda aguardar feedback em relação a esta intrusão.

Site do Cartão de Cidadão comprometido

Site do Cartão de Cidadão comprometido

O site oficial do Cartão de Cidadão (onde os portugueses podem descarregar o software oficial do cartão de identificação) e o site da Agência para a Modernização Administrativa foram comprometidos por um grupo intitulado de hack_addicted.pt.

Foram deixadas as seguintes mensagens por este grupo:

ola ola tenho o root do mysql =) hack_addicted.pt

… e no ama.pt:

O hack_addicted.pt esteve aqui. Ola ama.pt, como é que é? ta tudo?

Com uma simples pesquisa no Google é possível verificar que o site do Cartão de Cidadão utiliza o CMS Joomla! e muito provavelmente foi essa a porta de entrada para esta intrusão (exemplo: CMS desatualizado, plugins vulneráveis, palavras passe fáceis de quebrar, etc). Ver final deste artigo.

Ainda não havendo qualquer comunicação social por parte dos responsáveis de ambos os sites desfigurados, é na minha opinião uma prioridade avaliar o software oficial disponibilizado aos cidadãos pois poderá estar modificado com malware.

Quanto à informação dos cidadãos, penso que estes sites não armazenam qualquer informação pessoal dos mesmos.

Ambos os sites estão com o espelho do deface no Zone-H:

Atualmente ambos os sites não estão disponíveis, algo que já ultrapassa umas largas horas.

Atualização:

hack_addicted.pt contatou-me por email para informar que a intrusão não foi devido a uma falha no Joomla! mas devido à presença da password de acesso ao MySQL em ficheiros de configuração do website (depois do acesso ao servidor). O hack_addicted.pt alertou o AMA, antes de fazer o deface, indicando a falha mas não obteve qualquer resposta e os riscos de intrusão foram ignorados.

Defaces podem causar danos maiores

Defaces podem causar danos maiores

Muitos responsáveis por sites portugueses e brasileiros ignoram alertas que o site está desfigurado (defaced) ou a propagar malware. Isto é uma situação que tenho reparado nestes últimos anos.
Por vezes simplesmente repõem ou colocam novamente a página original e esquecem-se de analisar e corrigir a vulnerabilidade que originou o deface. Alguns por pouco conhecimento técnico, outros por puro comodismo.
De fato, maioria dos defacers apenas querem aumentar o seu rank em tabelas ou propagar mensagens políticas.
Mas esta situação está a mudar… para pior.

Alguns defacers de topo (presentes no TOP 20 do ranking do Zone-H.org), estão a começar a colocar backdoors no site. Adicionam exploit kits para infetar utilizadores e roubar informação confidencial.
Após monitorizar algumas contas Twitter e canais de conversação no IRC destes defacers foi possível concluir que, estes grupos trocam acessos de servidores e, dependendo da vítima, vendem informação.

Defaces podem causar danos maiores

Defaces podem causar danos maiores

Defaces podem causar danos maiores

Entre os alvos favoritos, encontram-se diversos sites governamentais e outros de grande tráfego.

Outros grupos de utilizadores maliciosos preferem seguir listas de mirroring de defaces, não para re-deface mas sim para colocar malware. Escolhem principalmente sites Joomla 1.5 vulneráveis e fazem o upload de shells. Alguns ainda tentam correr exploits locais para conseguir obter o acesso root ou admin dos servidores.

Um dos utilizadores do WebSegura.net teve recentemente o seu site comprometido e requisitou a minha colaboração para averiguar qual foi a falha que permitiu a entrada dos defacers. No public_html foi possível encontrar diversos ficheiros index com defaces de grupos diferentes. Ou seja, foi alvo de deface por diversas vezes.
Numa breve análise nos logs, e após verificação de um scan automático a componentes vulneráveis do Joomla, foi possível verificar que a vulnerabilidade estava presente num componente nativo do Joomla 1.5! que permitia o upload de ficheiros remotamente. Trata-se de uma falha pública e com exploit disponível para o público em geral.
Este ataque permite aos utilizadores maliciosos fazer o upload de um PHP shell e explorar a conta local no servidor alheio.

O backdoor é colocado em diversos locais. No COPYRIGHT.PHP (porque é um ficheiro que pode passar por despercebido porque faz parte dos Joomla) e nos ficheiros index.php|html.
Alguns dos backdoors encontrados foram:

  • Web Shell By Black-ID ,based On Php,Ajax Posts,Css3 (que após descodificação fica assim)
  • WeBaCoo (um backdoor que tem uma baixa taxa de detecção por parte dos antivirus, NIDS, IDS, WAF, etc.)

Em algumas referências nas redes sociais é possível também concluir que muitos defacers apoiam causas como os Anonymous e Wikileaks, e fornecem alguma informação comprometida para essas entidades. Como referi acima, a criação de botnets também permite disponibilizar armas para lançar ataques DDoS - um dos ataques típicos dos Anonymous.

O que de fato parece ser um inofensivo deface, pode ser o inicio de um grande ataque que pode infectar milhões de utilizadores.

É uma prioridade, em caso de deface de site ou site comprometido, analisar exaustivamente a segurança do mesmo. Imaginem a informação confidencial em mãos erradas…

Hmei7 atacou centenas de sites portugueses

Hmei7 atacou centenas sites portugueses

Desde o dia 27 de dezembro até hoje que um defacer indonésio modificou centenas sites .pt com a frase hacked by hmei7 ou com uma página com a descrição do servidor e nível de utilizador (root). Tudo indica que foi um ataque automático aproveitando-se de falhas na página web e em servidores de alojamento.

Entre os sites é possível encontrar alguns sites de universidades:

ae.iscsp.utl.pt
capp.iscsp.utl.pt
aaual.ual.pt
www.joclad2011.utad.pt
saet.fe.unl.pt
libraries.fe.unl.pt

Hmei7 já tem registado no Zone-H mais de 120.000 defaces entre os quais sites da Microsoft, IBM, Siemens, etc. Não é possível chegar a uma conclusão da finalidade deste defacer mas é muito provável que seja por desafio e pela posição no rank dos defacers.

Estes últimos ataques foram todos em alojamentos web com o sistema operativo Linux. Alguma falha num serviço pode ter sido a porta de entrada para desfigurar as diversas páginas.
De referir que muitos dos sites visados ainda apresentam a página modificada/criada pelo Hmei7.

Sites do Governo sobre Imigração comprometidos

Sites do Governo sobre Imigração comprometidos

Desde o dia 25 que alguns sites governamentais portugueses relacionados com a imigração foram comprometidos. Os autores intitulam-se de 1923Turk, grupo turco que já foi responsável por mais de 200.000 defaces - informações do portal Zone-H.

Praticamente todos, até à data deste artigo, ainda continuam apresentar a desfiguração/deface. Certamente este ataque não foi direcionado ao governo português, mas obtido a partir de diversos scanners automáticos que utilizam os motores de busca para encontrar sites supostamente vulneráveis.

Sites desfigurados:

De referir que alguns destes sites já tinham sido alvo de ataque em junho deste ano e no ano passado. O que pode significar que nestes casos em particular, o problema de segurança não foi resolvido e a informação continua a ser comprometida.

Com uma simples pesquisa no Google é possível verificar que estes sites estão a correr o Joomla!. Uma versão desatualizada deste CMS ou um plugin vulnerável poderá ter sido a porta de entrada para utilizadores maliciosos comprometerem a aplicação web.

De referir que, utilizando a ferramenta ScanPW para analisar o respetivo código fonte da desfiguração, nenhum dos sites está neste momento alojar malware.