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Hackers utilizam servidor médico para jogar Black Ops

Na Exame Informática:

Um grupo de hackers utilizou um servidor com informação médica, incluindo nomes, moradas, histórico clínico dos pacientes e dados utilizados para a cobrança de contas, para jogar Call of Duty: Black Ops.

Segundo o TgDaily, os responsáveis do centro norte-americano de radiologia Seacoast descobriram que o servidor utilizado para o armazenamento de informação confidencial de 230 mil pacientes tinha sido acedido por pessoas não autorizadas.

Aparentemente os hackers não demonstraram qualquer interesse nos dados alojados no servidor, tendo utilizado o mesmo apenas para jogar Call of Duty.

A companhia já afirmou que vai reforçar a segurança dos servidores para prevenir o acesso não autorizado a dados confidenciais.

Só depois de ser comprometidos é que vão tomar medidas para prevenir o acesso não autorizado. Onde é que já vi isto?

Youtube sofre ataque de utilizadores maliciosos

No TV NET:

O Youtube foi atacado por hackers este domingo. Os hackers aproveitaram uma falha de software no site para atacar os comentários postados nos vídeos.

Segundo o IDG Now, uma fonte da Google afirmou que o problema já está resolvido, mas aconselhou que os utilizadores com login automático no Youtube fizesse logout e entrassem novamente, uma vez que essas contam podem ter sido atingidas pelo ataque.

Ao que tudo indica, o alvo do ataque era o cantor Justin Bieber,já que as mensagens postadas pelos hackers no servidor eram dirigidas ao artista. Os vídeos do cantor foram temporariamente substituídos por conteúdo adulto.

Na mailing list Full Disclosure também já existem referências que, supostamente, o Youtube já corrigiu a falha.

A estrutura de uma organização do cibercrime

Recentemente, o FBI publicou uma lista de 10 funções internas nas organizações relacionadas ao cibercrime no qual me levou a escrever este artigo.

Com avanço da tecnologia, o crime organizado também teve a necessidade de evoluir e hoje conta com inúmeras organizações ligadas ao cibercrime.

Estas organizações são, em termos de constituição, em muito semelhantes a qualquer empresa como podemos verificar de seguida:

  • Gerência
  • Departamento Técnico
  • Departamento Comercial
  • Departamento Financeiro

Gerência

  • Líder da organização
    Maioritariamente com poucos conhecimentos na área de segurança de informação mas responsável por projectar e reunir a equipa necessária para as actividades no cibercrime.

Departamento Financeiro

  • Caixas
    Controlam as drop accounts e fornecem a outros criminosos dados bancários em troca de dinheiro.
  • Escrutinadores
    Responsáveis pela transferência e lavagem dos lucros usando serviços online de cambio de moeda.
  • Mulas
    Servem para transferir dinheiro entre contas bancárias e por vezes são enviados para os EUA com vistos de estudantes para criar contas bancárias (i)legítimas.

Departamento Técnico

  • Programadores
    Programam (peço desculpa pela redundância) os exploits, malware e aplicações web usados pela organização.
  • Especialistas em TI
    A assistência técnica de informática da organização.
    São os responsáveis pelo material informático e de toda a infraestrutura que a envolve, como por exemplo, servidores, bases de dados, sistemas de encriptação…
  • Hackers
    Procuram e exploram falhas em servidores, redes e aplicações web.
  • Especialistas em fraude
    Responsáveis por esquemas que envolvem engenharia social, como por exemplo Phishing.
  • Fornecedores de alojamento
    Como o próprio nome indica, fornecem o alojamento para sites com conteúdos ilícitos e livres de censura. Geralmente são servidores, na maioria das vezes, extremamente bem protegidos e em países onde reina a falta de leis.

Departamento Comercial

  • Distribuidores
    Trocam e vendem a informação adquirida pela organização.

Nada como dar um bom exemplo destas organizações.
Entre as mais conhecidas temos o Russian Business Network (RBN).

O RBN é responsável por diversos cibercrimes e com ligações à máfia russa. Alojamento de websites com pornografia infantil, tráfego online de droga, botnets, malware, DDoS , etc. são alguns dos serviços prestados desta organização criminosa.

Foram também os responsáveis pelo software malware MPack que foi usado no ataque ao Banco da Índia em 2007; supostamente estiveram ligados ao Storm botnet e foram acusados de ligações ao ataque de sites governamentais da Geórgia.

Estas organizações gerem milhões de euros de lucro todos os anos e estão ramificadas por diversos países.

É preciso combater estas organizações com eficácia. Alguns dos hackers que actuam por estas organizações passam meses ou anos sem serem detectados em servidores governamentais a roubar informação confidencial.

Tem de haver sensibilidade no uso da Internet e (in)formação suficiente para prevenir riscos maiores.

Sistema de notícias do site Saab.pt foi “hackado”

Pela segunda vez, a secção de notícias da Saab.pt foi comprometida por defacers intitulados BGH7.

Tal como sucedeu com o site das Novas Oportunidades, provavelmente o tipo de ataque é semelhante ou seja, o defacer explorou via SQL Injection falhas na filtragem (ou falta desta) nas variáveis de entrada.
Claro que é um suponhamos, muito baseado pelo estilo do ataque.

Contactei a empresa (13-03-2010 às 10:14), via formulário de contacto e por email, a alertar o problema e recebi resposta (15-03-2010 às 09h40) informando que estariam a resolver o problema.

Também de referir outros defaces ocorridos no dia 13:

Hackers propagam scareware usando os prémios Oscar

Os fãs de cinema podem estar em risco de infecção com antivírus falsos.
A empresa Sophos alertou para o problema de hackers estarem a explorar o tema dos prémios cinematográficos Oscar com o objectivo de infectar computadores de utilizadores desavisados.

Ler [aqui].