Todos os posts tagados virus

Blogue de Medvedev sofre ataque cibernético

Na TVI24:

A rede social que alberga o blogue de Dmitry Medvedev, presidente da Rússia, foi alvo de um ataque cibernético, que o próprio Medvedev considerou ser «escandaloso e ilegal».

O «LiveJournal» foi bombardeado por milhares de mensagens infectadas com vírus, na quarta-feira, acabando por bloquear.

Alexander Gostev, dos laboratórios de segurança informática Kaspersky, citado pela BBC, avançou que os ataques tiveram proveniência da «China, Estados Unidos e Europa Ocidental».

O presidente russo declarou no seu blogue que, «como utilizador constante do LiveJournal, considera os ataques escandalosos e ilegais». Refere ainda que «o que aconteceu deve ser analisado pela administração do LiveJournal e deve ser aplicada a lei».

Os meios de comunicação russos afirmam que o mesmo ataque já atingiu a «Novaya Gazeta», um jornal que muitas vezes faz críticas às políticas oficiais russas.

Identificado falso YouTube utilizado para espalhar vírus

No Sol:

Foi identificada uma versão falsa do YouTube através da qual está a ser espalhado um programa malicioso.

O alerta está a ser feito pela empresa de segurança informática BitDefender, que indica que este falso YouTube, o popular site de partilha de vídeos, está a ser utilizado para propagar o vírus Trojan.Downloader.Java.C.

Segundo a BitDefender a principal diferença deste falso site, quando comparado com o verdadeiro YouTube, reside no facto de pedir ao utilizador para instalar um complemento Java, alegadamente obrigatório para poderem ser visualizados os vídeos.

Mas em vez de garantir acesso aos vídeos, a aplicação apenas permite descarregar um malware de tipo Trojan, ou seja, um vírus que permite enviar para o PC infectado outros programas maliciosos.

Estes programas são depois utilizados pelos autores do esquema para enviar mensagens com links para sites infectados através do perfil do Facebook da vítima ou para registar conversas de serviços de mensagens instantâneas.

Dia de São Valentim esconde ameaças virtuais

No Sol:

Tal como outras datas simbólicas o Dia de São Valentim, também conhecido como Dia dos Namorados, já está a ser utilizado para tentar atrair cibernautas incautos.

O alerta é feito por várias empresas de segurança informática, que pedem aos cibernautas cautela na altura de abrirem e-mails supostamente enviados pela cara metade no próximo dia 14 de Fevereiro, segunda-feira.

A Kaspersky refere que só no ano passado, cinco por cento do total de mensagens de spam recebidas no dia 14 de Fevereiro eram alusivas a anúncios relacionados com São Valentim.

Desde falsa publicidade a produtos como champanhe ou bombons, passando por viagens românticas, todos os pretextos são utilizados atrair novas vítimas.

A fabricante russa realça contudo que apesar de em 2010 as ameaças terem sido pouco perigosas, em 2011 as mensagens de spam já detectadas contém links maliciosos, que remetem o cibernauta para sites infectados.

Normalmente estes links encontram-se em postais de São Valentim electrónicos, realça a Kaspersky.

Já a BitDefender, uma outra empresa de segurança informática, alerta para as fraudes cometidas nas redes sociais, que podem resultar no roubo as contas das vítimas.

Nesse sentido apela a uma maior atenção para mensagens que apresentam dicas conquistar um par amoroso no Dia dos Namorados ou que prometem revelar a existência de admiradores secretos.

A BitDefender alerta ainda para o recurso a tácticas bastante comuns utilizadas no Facebook, como a existência de aplicações que garantem ser possível visualizar quem acedeu ao perfil do utilizador.

A fabricante de antivírus revela que neste caso «a clássica fraude «descubra quem vê o seu perfil» transforma-se em «o meu ex é o principal seguidor do meu perfil. Descobre quem segue o teu» para o São Valentim».

Israel e EUA criaram vírus contra o Irão

No Tek Sapo:

A acusação já tinha sido feita anteriormente pelo Irão, mas foi sempre afastada pelos Estados Unidos, que nunca admitiram a responsabilidade sobre o desenvolvimento do Stuxnet, o vírus que afectou sistemas informáticos daquele país islâmico, ligados especialmente ao programa de desenvolvimento nuclear.

Agora especialistas militares vêm confirmar ao jornal The New York Times que o vírus foi concebido numa parceria entre Israel e os Estados Unidos e que pretendia sabotar os esforços de Teerão para o fabrico de armas nucleares.

O teste do vírus terá sido feito a partir do complexo de Dimona, no deserto de Negev, o centro do desenvolvimento do programa de armas nucleares de Israel.

O vírus terá levado ao encerramento de um quinto das instalações nucleares do Irão, diz a notícia, uma informação não confirmada pelas autoridades do país, que ainda assim já admitiram que o ciberataque sabotou o sistema de enriquecimento de urânio.

Um relatório da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) indicava que as centrifugadoras de Natanz – as instalações supostamente afectadas – estiveram paradas “pelo menos durante um dia” a 16 de Novembro, ainda que as autoridades iranianas tenham referido que essa paragem esteve relacionada com trabalhos de manutenção.

Várias entidades têm vindo a usar o exemplo do Stuxnet como uma mostra para o crescimento dos riscos de ciberataques a infra-estruturas críticas, nomeadamente a agência de cibersegurança europeia, ENISA.

Empresas portuguesas têm mais vírus que média da UE

No DN:

Cerca de um quarto das empresas portuguesas queixam-se de terem sido afectadas no último ano por problemas informáticos, o valor mais elevado da União Europeia, a par de Chipre e Finlândia, revela um estudo do Eurostat hoje divulgado.

O inquérito do gabinete oficial de estatísticas da UE sobre problemas de segurança relacionados com as tecnologias de informação e comunicação revela ainda que, além de 26% das empresas portuguesas terem registado indisponibilidade dos serviços informáticos ou destruição ou alterações de dados devido a avarias, durante o ano de 2009, também um número significativo apontou interferências exteriores.

Segundo o estudo, 14% das empresas viram-se confrontadas com destruição ou alteração de dados devido a infecções por vírus informáticos ou acesso não autorizado, neste caso o segundo valor mais elevado na UE, apenas superado na Eslováquia (16%).

Em qualquer dos casos, os valores registados em Portugal ficam muito acima da média comunitária, já que no cômputo geral apenas 12% das empresas se queixaram de indisponibilidade dos serviços informáticos e somente 5 por cento acusaram vírus ou acessos não autorizados com repercussões.

É urgente consciencializar e formar as empresas que a segurança é uma prioridade.